Eu ficava sem entender direito aquelas coisas indizíveis que experimentava, suspirando as saudades como que descobrindo amores primeiros na inexperiência pré-adolescente.
É que eram tão sublimes as sensações quando pensava naqueles olhos que miravam-na com verdade, nas cadências de carne e espírito, em sua mão num afago doce na pele desejada. Silêncio rompido apenas pelo verbalizar do sentimento.
Estava amando. Mas aquela nobreza era digna dos olhos nos olhos, da calidez dos arrepios, do êxtase que inteirou, acrescentou, reforçou.
Esperava então outro tempo. Depois do universo favorecer encontros, do jeito que foi, ela não duvidava que esse tempo ainda pudesse haver.
Queria aquele abraço ao alcance de novo, e sabia que aquilo que sentia era o que movia músicos e poetas a dizerem as coisas mais fundas, de tão precisas.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Identidade Fixa
Todas as vezes que a machucavam, ela mudava. E isso ocorria com muita frequência. Seu coração estava quase totalmente destruído, e o amor que nele habitava, ia se desvaindo com o passar do tempo, até não restar quase nada.
Ela era uma mulher sem identidade fixa. Sua alma era tão velha e desgastada quanto às páginas de um livro antigo. E a sua personalidade original ia se apagando à medida em que ela se perdia em suas próprias mentiras. Ela era um personagem.
No momento, chamava-se Sofia, mas logo tornaria a mudar de nome, como sempre fazia. Ela sabia que lhe machucariam mais uma vez, e depois de novo e de novo e assim sucessivamente. Já tivera vários nomes. Uma mulher de várias faces...
Até que um dia, cansada de viver em constante mudança, fez uma promessa a si mesma; nunca mais mudaria. Ela então se deixou sofrer, até que não houvesse mais amor, nem um coração para quebrarem mais.
Agora ela era uma nova mulher, embora a alma ainda fosse velha. Agora ela podia ser quem quisesse. Ela podia ser ela mesma. Ela agora era eternamente Clarice.
“E assim como a primavera, eu me deixei cortar para vir mais forte.” Clarice Lispector.
Ela era uma mulher sem identidade fixa. Sua alma era tão velha e desgastada quanto às páginas de um livro antigo. E a sua personalidade original ia se apagando à medida em que ela se perdia em suas próprias mentiras. Ela era um personagem.
No momento, chamava-se Sofia, mas logo tornaria a mudar de nome, como sempre fazia. Ela sabia que lhe machucariam mais uma vez, e depois de novo e de novo e assim sucessivamente. Já tivera vários nomes. Uma mulher de várias faces...
Até que um dia, cansada de viver em constante mudança, fez uma promessa a si mesma; nunca mais mudaria. Ela então se deixou sofrer, até que não houvesse mais amor, nem um coração para quebrarem mais.
Agora ela era uma nova mulher, embora a alma ainda fosse velha. Agora ela podia ser quem quisesse. Ela podia ser ela mesma. Ela agora era eternamente Clarice.
“E assim como a primavera, eu me deixei cortar para vir mais forte.” Clarice Lispector.
“Quantos rótulos me colocaram quantas vezes me rotulei”
Quer queira ou não, nós vivemos constantemente rotulando as pessoas. E não precisa conhecer a pessoa, o que é pior; sem conhecer e sem perceber geramos grandes conflitos entre as pessoas. Tais conflitos trazem sérios problemas afetivos e emocionais.
Anjos amigos, geradores de uma ressurreição diária…
Há dias em que estamos meio mortos. Não sentimos disposição para nada e tudo parece estar fora do lugar, nada nos agrada. Dias assim nos fazem esquecer quem somos. E somos bloqueados, por nós mesmos, a seguir adiante. O medo de se perder nos consome como um pavio de vela que queima lentamente. Esquecemos que temos raízes, e nos sentimos os piores do mundo. Nossos limites e incompreensões dificultam a manter reto o nosso olhar para as nossas metas. Perdemos o foco e quando tudo parece estar perdido, sem direção, aparecem em nossas vidas os anjos que Deus nos envia para nos lembrar quem somos, o que queremos e que ainda há esperança, que nem tudo está acabado. Esse anjo, também conhecido como amigo é um autêntico servo de Deus, pois possui o poder de trazer luz para onde só vemos escuridão.
Muitas vezes somos amados de maneira errada. Dizer que se ama o outro só quando se precisa dele é uma maneira totalmente errada de demonstrar que ele é alguém importante em nossas vidas. Aprisionar o amor, não deixar que o outro ame e compartilhe suas coisas com outras pessoas também são maneiras de impedir o crescimento da pessoa que “amamos”. Pessoas que nos amam de um jeito certo, provocam em nós uma ressurreição diária, fazem com que tenhamos forças para nos levantar quando caímos, e nós vamos ressuscitando e nossa vida criando sentido.
Jesus mostrava sua humanidade para as pessoas de tal forma que se mostrava Divino também. Sua compreensão e seu jeito de amar eram diferentes. Amava os excluídos da sociedade, os ladrões, os adúlteros, amava os pecadores e não seus pecados. Mesmo em sua condição humana, Jesus olhava para as pessoas divinamente. Muitos pensam que amar como Jesus amou é impossível, porque Ele era humano, mas divino também, era Filho de Deus por isso conseguia fazer o que fez. No entanto, Jesus sendo Divino, sendo Filho do Deus Vivo, não teria nos deixado o último mandamento, que é amar uns aos outros como Ele os amou, se não fôssemos capazes de amar, de fazer como Ele fez.
Jesus sabia que somos capazes de amar as pessoas de um jeito certo. Tanto sabia que até nos deu o exemplo. Jesus devolvia as pessoas a elas mesmas, Jesus retirava as máscaras que com o tempo se tornava parte dos rostos das pessoas, Jesus devolvia a dignidade delas simplesmente as amando. Jesus era o amigo que sempre estava comprometido com o outro, não permitia que algo ruim permanecesse dentro das pessoas, Ele amava justamente os que precisavam de amor. Jesus devolvia luz para os que estavam na escuridão.
Precisamos de pessoas que saibam amar, e temos essas pessoas em nossa volta. Elas souberam ouvir e entender o que Cristo pedia. Não são pessoas perfeitas, mas nos trazem luz quando estamos nas trevas, e como nós, também precisam da luz. Por isso o amor deve ser algo recebido e doado ao mesmo tempo. Tem que sair dos dois lados. Jesus amava as pessoas a tal ponto de também elas amarem Jesus, chegando a morrerem para que a mensagem do amor se espalhasse por toda a terra. Jesus não precisa do nosso amor, mas é impossível não amá-lo tendo tanto amor recebido. Assim nós vamos nos devolvendo uns aos outros mutuamente. Vamos dando sentido um a vida do outro sem perder o foco que é Jesus. A partir do momento que me possuo, torno-me livre para ir a Jesus.
Esses anjos amigos nos impulsionam a irmos além do que já alcançamos. Nos emprestam o olhar para enxergarmos o que sozinhos ainda não conseguimos ver. Nos encorajam quando o medo nos consome, nos perdoam porque sabem que somos mais do que nossos erros. Nos mostram que o segredo do sucesso é ser feliz, que a cada dia estamos mais perto de realizar nossos sonhos e que o percurso é tão importante quanto chegar ao objetivo. E o mais bonito de tudo é que esses anjos dão sentido em nossas vidas simplesmente por nos fazerem chegar mais perto de Cristo. Sabem que somos solos sagrados e que em solo sagrado têm que tirar as sandálias dos pés para se aproximar. Sabem que Cristo deixou suas marcas em nós e quando as esquecemos, fazem questão de nos lembrar. Anjos que nos ajudam a ser de Deus, e são ajudados da mesma forma, concretizando amor Ressuscitam-nos para um novo dia, para uma nova estação, para um jeito humano que o Divino nos ensinou, para sermos o que somos, para sermos inteiros para Deus.
Lucas Henrique.
Muitas vezes somos amados de maneira errada. Dizer que se ama o outro só quando se precisa dele é uma maneira totalmente errada de demonstrar que ele é alguém importante em nossas vidas. Aprisionar o amor, não deixar que o outro ame e compartilhe suas coisas com outras pessoas também são maneiras de impedir o crescimento da pessoa que “amamos”. Pessoas que nos amam de um jeito certo, provocam em nós uma ressurreição diária, fazem com que tenhamos forças para nos levantar quando caímos, e nós vamos ressuscitando e nossa vida criando sentido.
Jesus mostrava sua humanidade para as pessoas de tal forma que se mostrava Divino também. Sua compreensão e seu jeito de amar eram diferentes. Amava os excluídos da sociedade, os ladrões, os adúlteros, amava os pecadores e não seus pecados. Mesmo em sua condição humana, Jesus olhava para as pessoas divinamente. Muitos pensam que amar como Jesus amou é impossível, porque Ele era humano, mas divino também, era Filho de Deus por isso conseguia fazer o que fez. No entanto, Jesus sendo Divino, sendo Filho do Deus Vivo, não teria nos deixado o último mandamento, que é amar uns aos outros como Ele os amou, se não fôssemos capazes de amar, de fazer como Ele fez.
Jesus sabia que somos capazes de amar as pessoas de um jeito certo. Tanto sabia que até nos deu o exemplo. Jesus devolvia as pessoas a elas mesmas, Jesus retirava as máscaras que com o tempo se tornava parte dos rostos das pessoas, Jesus devolvia a dignidade delas simplesmente as amando. Jesus era o amigo que sempre estava comprometido com o outro, não permitia que algo ruim permanecesse dentro das pessoas, Ele amava justamente os que precisavam de amor. Jesus devolvia luz para os que estavam na escuridão.
Precisamos de pessoas que saibam amar, e temos essas pessoas em nossa volta. Elas souberam ouvir e entender o que Cristo pedia. Não são pessoas perfeitas, mas nos trazem luz quando estamos nas trevas, e como nós, também precisam da luz. Por isso o amor deve ser algo recebido e doado ao mesmo tempo. Tem que sair dos dois lados. Jesus amava as pessoas a tal ponto de também elas amarem Jesus, chegando a morrerem para que a mensagem do amor se espalhasse por toda a terra. Jesus não precisa do nosso amor, mas é impossível não amá-lo tendo tanto amor recebido. Assim nós vamos nos devolvendo uns aos outros mutuamente. Vamos dando sentido um a vida do outro sem perder o foco que é Jesus. A partir do momento que me possuo, torno-me livre para ir a Jesus.
Esses anjos amigos nos impulsionam a irmos além do que já alcançamos. Nos emprestam o olhar para enxergarmos o que sozinhos ainda não conseguimos ver. Nos encorajam quando o medo nos consome, nos perdoam porque sabem que somos mais do que nossos erros. Nos mostram que o segredo do sucesso é ser feliz, que a cada dia estamos mais perto de realizar nossos sonhos e que o percurso é tão importante quanto chegar ao objetivo. E o mais bonito de tudo é que esses anjos dão sentido em nossas vidas simplesmente por nos fazerem chegar mais perto de Cristo. Sabem que somos solos sagrados e que em solo sagrado têm que tirar as sandálias dos pés para se aproximar. Sabem que Cristo deixou suas marcas em nós e quando as esquecemos, fazem questão de nos lembrar. Anjos que nos ajudam a ser de Deus, e são ajudados da mesma forma, concretizando amor Ressuscitam-nos para um novo dia, para uma nova estação, para um jeito humano que o Divino nos ensinou, para sermos o que somos, para sermos inteiros para Deus.
Lucas Henrique.
Sob o olhar de um amigo...
Devolver o que somos é para poucos. Encontrar em nós o que perdemos, não é uma atividade que todas as pessoas gostam de fazer. Restaurar é uma arte que exige extrema paciência, força de vontade e saber aonde se quer chegar. Em nossos relacionamentos, constantemente nos deparamos com atritos e desgastes emocionais que precisam ser restaurados. Voltar atrás e recomeçar é desafiador e muitas vezes assustador quando lidamos com esse desafio sozinhos. No entanto, quando não estamos sozinhos, torna-se uma bela aventura, que já vale à pena só por saber que há alguém conosco, que nos levanta rumo ao recomeçar. Esse alguém é um amigo.
Ao contrário do que muitos dizem, os amigos não nos fazem esquecer nossos problemas, mas sim encontrar soluções. Nós podemos até nos conhecer, porém não somos capazes de nos definir, isso porque o fato de me conhecer, saber quem eu sou, é diferente de saber o que mostro. Muitas vezes precisamos que outra pessoa nos fale, mesmo sem dizer nada, o que somos para tomarmos posse do nosso eu, que tem suas perfeições limitadas. Limitadas, no entanto perfeições.
Para entrar nos bastidores da nossa vida é preciso ser confiável. Para saber o que há dentro da casca que criamos é preciso aprender que o que há dentro é diferente do que está fora. Há uma beleza única contida só ali e ao descobri-la entendemos o significado para tanta proteção. O amigo de verdade, ao descobrir, nos encoraja a mostrá-la também aos outros e se não gostarem do que vão ver não importa, pois já existe quem realmente merece apreciar essa beleza interior.
Amigos nos ensinam a retirar nossas máscaras, não interferem em nossa liberdade, mas nos olham com um olhar diferente, como quem observa o diamante mais valioso. Às vezes nos entristecem, mas sempre nos impressionam com sua capacidade de fazer de nós únicos. E o que era tristeza se torna motivo de alegria ao chegar às mãos desse artista restaurador, que constantemente nos faz sempre novos, nos devolvendo a nós mesmos.
Devolver o que somos, encontrar o que perdemos, restaurar o que já estava ficando velho, estar ao nosso lado quando voltamos para recomeçar. Não nos fazer esquecer nossos problemas, mas sugerir soluções. Nos amar, mesmo quando não somos dignos desse amor. Fazer parte dos nossos bastidores, nos ajudar a retirar as máscaras sem interferir em nossa liberdade. Nos olhar como o poeta olha para as coisas mais simples da vida e retira delas as magníficas poesias. Os amigos têm essas qualidades infundidas em si. Os amigos são quem nos devolve, depois de três estações, a nossa primavera.
Ao contrário do que muitos dizem, os amigos não nos fazem esquecer nossos problemas, mas sim encontrar soluções. Nós podemos até nos conhecer, porém não somos capazes de nos definir, isso porque o fato de me conhecer, saber quem eu sou, é diferente de saber o que mostro. Muitas vezes precisamos que outra pessoa nos fale, mesmo sem dizer nada, o que somos para tomarmos posse do nosso eu, que tem suas perfeições limitadas. Limitadas, no entanto perfeições.
Para entrar nos bastidores da nossa vida é preciso ser confiável. Para saber o que há dentro da casca que criamos é preciso aprender que o que há dentro é diferente do que está fora. Há uma beleza única contida só ali e ao descobri-la entendemos o significado para tanta proteção. O amigo de verdade, ao descobrir, nos encoraja a mostrá-la também aos outros e se não gostarem do que vão ver não importa, pois já existe quem realmente merece apreciar essa beleza interior.
Amigos nos ensinam a retirar nossas máscaras, não interferem em nossa liberdade, mas nos olham com um olhar diferente, como quem observa o diamante mais valioso. Às vezes nos entristecem, mas sempre nos impressionam com sua capacidade de fazer de nós únicos. E o que era tristeza se torna motivo de alegria ao chegar às mãos desse artista restaurador, que constantemente nos faz sempre novos, nos devolvendo a nós mesmos.
Devolver o que somos, encontrar o que perdemos, restaurar o que já estava ficando velho, estar ao nosso lado quando voltamos para recomeçar. Não nos fazer esquecer nossos problemas, mas sugerir soluções. Nos amar, mesmo quando não somos dignos desse amor. Fazer parte dos nossos bastidores, nos ajudar a retirar as máscaras sem interferir em nossa liberdade. Nos olhar como o poeta olha para as coisas mais simples da vida e retira delas as magníficas poesias. Os amigos têm essas qualidades infundidas em si. Os amigos são quem nos devolve, depois de três estações, a nossa primavera.
Escrever.
Por que escrevo? Porque é a minha vingança contra todas as palavras e sensações que morrem todos os dias mostrando pra gente que nada vale de nada.
E ai o que se passa na sua cabeça?
uma troca mutua de sentimentos, confusões, palavras e um leve e bravo desabafo, tudo que se passa na sua cabeça precisa ser dito a alguem ou em a algum canto que lhe traga conforto, apensa diga e não tenha medo das consequencias que isso pode lhe trazer.
1.8
apenas a data tão esperada chegou e chegou cheia de mudanças, eu sei que é tarde pra tá escrevendo isso aqui, mas o que importa é o que esse exato dia me trouxe felicidade através das poucas coisas e das poucas pessoas que tiveram comigo, tocarei uma vida mais séria e com uma dignidade mais forte, enfim, seguir em frente e guardar as boas lembranças que tive antes dos meus dezoito anos.
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